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Manejo de plantas daninhas na dessecação: o que considerar para alcançar controle satisfatório e garantir menor período de interferência.
O período de plantio da soja está se aproximando no Rio Grande do Sul, e para isso trouxemos a avaliação das melhores e mais comuns práticas para o controle de plantas daninhas, que mal manejadas podem trazer prejuízos consideráveis para as lavouras.
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Em breve teremos o início de mais uma safra agrícola e, dentro de alguns dias se iniciam as operações de dessecação pré-plantio das culturas. A dessecação pré-plantio ou dessecação antecipada nada mais é que o manejo para eliminar as plantas daninhas presentes na área, a fim de possibilitar a semeadura das culturas. Essa prática é normalmente realizada 30 dias antes da semeadura e,se realizada de forma eficaz possibilita a semeadura da cultura “no limpo”, facilitando operações de semeadura e, evitando a competição inicial da cultura com as plantas daninhas. No entanto, a contínua evolução de plantas daninhas resistentes à herbicidas, janelas de plantio cada vez mais reduzidas, falhas na tecnologia de aplicação, entre outros fatores tornam o manejo de dessecação cada vez mais complexo, o que demanda elevado conhecimento técnico.


A complexidade da dessecação para resolver os problemas acima mencionados resulta na necessidade de mistura de um, dois ou até três herbicidas de diferentes mecanismos de ação, para que se alcance controle satisfatório das diversas plantas daninhas presentes na área, o que antes era alcançado com uma única aplicação de glifosato (principal herbicida utilizado mundialmente) na maioria das áreas. Dentro desse cenário, nosso principal desafio é controlar as plantas daninhas resistentes ao glifosato (plantas que por processos de seleção, hoje não são mais controladas com a dose recomendada deste herbicida) e também aquelas plantas daninhas consideradas “tolerantes” (plantas que por características inatas da espécie nunca foram controladas satisfatoriamente com este herbicida).


O primeiro passo para o sucesso na dessecação é fazer o levantamento das plantas daninhas presentes na área, com determinação da classe dominante (gramíneas ou folhas largas), identificação da espécie e estágio de crescimento da mesma e, buscar informações referentes ao histórico da área em falhas no controle ou resistência à algum herbicida.A partir dessas informações é possível fazer a escolha dos herbicidas a serem utilizados, os quais podem ser pulverizados diretamente ao solo (os herbicidas se movem das raízes para parte aérea) ou herbicidas aplicados via foliar, sendo que esse segundo grupo é dividido em herbicidas de “contato”, ou seja, aqueles que tem ação restrita as folhas (não se movem internamente na planta) e os herbicidas “sistêmicos”, que se movem (translocam) para outras partes internas das plantas.


A eficácia na dessecação também vai depender da cobertura da área que antecede o plantio, dessa forma, áreas com presença de cultura de inverno tem potencial de reduzir o banco de sementes de plantas daninhas no solo e, além de contribuir para redução no porte das infestantes, facilitando a eficácia do herbicida. Por outro lado, em áreas de pousio haverá plantas de porte mais altos ou perenizadas, as quais são de difícil controle e normalmente exigem aplicação sequencial de herbicidas. Além disso, nessa situação plantas de porte mais alto contribuem para o conhecido efeito “guarda-chuva” sobre as espécies de menor porte, diminuindo a eficácia de controle das mesmas. A aplicação sequencial (mais de uma aplicação de herbicidas antes da semeadura) é normalmente indicada em situações com alta infestação de plantas daninhas, plantas de porte elevado e/ou plantas consideradas de “difícil controle”.


Entre as espécies hoje consideradas problemáticas no Rio Grande do Sul, podemos citar trapoeraba, corda-de-viola e capim rabo-de-burro, como plantas que sempre apresentaram determinada tolerância ao glifosato. Em adição, buva e azevém são problema antigo para o agricultor, apresentando resistência a herbicidas e, recentemente, outras espécies daninhas vêm ocupando espaço no cenário agrícola, como amargoso, sussuaia e caruru (recentemente relatado com suspeita de resistência). Estas espécies podem ser consideradas como “plantas de difícil controle” e, normalmente necessitam de mais de uma aplicação sequencial.

Nos casos acima citados, além do glifosato tem-se indicado a mistura com outro herbicida de mecanismo de ação diferente e que tenha ação sistêmica na planta, como 2,4 D, dicamba ou triclopyr no caso de folhas largas, ou graminicidas (herbicidas da classe dos inibidores da ACCase) com o foco em gramíneas. Cerca de 7-10 dias após essa primeira aplicação é recomendada aplicação sequencial de outro produto, normalmente um herbicida com ação de contato (ex: paraquat, glufosinato de amônio), a fim de promover desfolha total das plantas que sobraram e/ou o controle dos rebrotes. É importante destacar que alguns herbicidas utilizados na dessecação devem ser aplicados em um período mínimo antes da semeadura, a fim de evitar problemas de efeito residual para cultura. Em algumas situações têm-se optado pela utilização de herbicidas de contato juntamente com a primeira aplicação de dessecação, nesse caso normalmente é utilizado herbicidas da classe dos inibidores de PROTOX (ex: saflufenacil, carfentrazone, flumioxazina, etc), os quais normalmente são herbicidas de contato mais eficazes no controle de folhas largas e, que muitas vezes excluem a necessidade de utilização da aplicação sequencial.


Outra prática que vem crescendo nos últimos anos é a utilização de herbicidas pré-emergentes, normalmente pulverizados junto à aplicação sequencial citada anteriormente ou no modo “plante-aplique”. Os herbicidas pré-emergentes são uma importante ferramenta para complementar o controle de plantas daninhas resultantes da dessecação. Esses produtos agem principalmente no controle de novos fluxos de emergências de espécies presentes no banco de sementes do solo, que emergem logo após as operações de dessecação. Nesse sentido, essa prática tem potencial de manter a cultura “no limpo”, evitando a competição inicial das culturas agrícolas com as plantas daninhas, que pelo efeito residual desses herbicidas pode ser de até 60 dias.


Como foi abordado, a eficácia da dessecação é dependente de vários fatores, o que torna essa operação mais complexa. Em síntese, o sucesso no processo exige conhecimento da área, alcançado através do levantamento das espécies infestantes, levando em conta estádio das plantas, histórico de resistência, que entre outros vários fatores irão definir o herbicida a ser utilizado. Uma vez definidos os herbicidas faz-se a escolha do momento correto para a aplicação, respeitando as doses recomendadas, condições climáticas e as exigências técnicas de cada produto. Além disso, uso de herbicidas pré-emergentes tem surgido como ferramenta importante para auxilio no controle de novos fluxos de emergência de plantas daninhas após a dessecação. O manejo antecedendo a cultura, que vise diminuir o banco de sementes, como a implantação de culturas de inverno, evitando áreas de pousio, são medidas que auxiliam no manejo integrado de plantas daninhas e evitam dependência exclusiva à herbicidas. Por fim, se essas medidas forem realizadas de maneira eficaz será possibilitada a semeadura da cultura “no limpo”, facilitando as operações de plantio, evitando competição inicial da cultura com as plantas daninhas e consequentemente mantendo o potencial produtivo da cultura.

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