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Giberela no trigo: condições propícias para a doença, período de ocorrência e momento para aplicação mais efetiva

 Períodos de alta umidade e temperaturas amenas são propícios para o surgimento da doença

O trigo é um dos cereais mais cultivados e consumidos em todo o mundo, desempenhando um papel fundamental na alimentação humana e na economia global, assim sendo responsável pela alimentação básica e segurança alimentar nacional e internacional.

 

A presença do fenômeno El Niño neste ano acendeu um alerta para os triticultores gaúchos, isso porque a precipitação pluviométrica estará acima do normal para essa época do ano, favorecendo, assim, a propagação de doenças no trigo, como a giberela, doença causada pelo fungo Gibberella zeae.


Figura 1. Grãos de trigo com sintomas de Giberela.


(Foto: Maria Imaculada Lima)


A giberela caracteriza-se pelo desenvolvimento de infecções nas espigas ou panículas das plantas, especialmente durante períodos de alta umidade e temperaturas amenas. Dessa maneira, o fungo invade as flores ou os grãos em desenvolvimento, resultando em sintomas como a descoloração, murchamento das espigas, aristas das espiguetas infectadas que desviam do sentido das outras que não estão infectadas, bem como a formação de estruturas fúngicas de cor rosada ou avermelhada (CASA et al., 2007).


Figura 2.Formação da giberela em uma espiga de trigo.


(Fonte: Elevagro)


A infecção pelo fungo causador da giberela se dá no momento de antese, o qual se caracteriza pela abertura do ovário da planta para a formação das anteras, apresentando-se, então, como um período de vulnerabilidade à chegada da doença. Posto isso, é possível afirmar que um momento de grande importância para a aplicação química na cultura, para o controle da giberela, deve ocorrer no momento anterior à extrusão das anteras, fazendo com que se diminua a suscetibilidade de infecção aos fungos fusarium, responsáveis pelo desenvolvimento da doença (MAIS SOJA, 2019).


Paralelamente a isso, outro momento de aplicação pode ocorrer ao longo de seu desenvolvimento como um todo, isto é, deve-se acompanhar as lavouras durante todo o ciclo da cultura, assim analisando se há os três pilares para o desenvolvimento da doença, sendo eles: o hospedeiro, patógeno e ambiente. Logo, ao acompanhar esses fatores e se constatar a possibilidade de agravamento da doença na lavoura, pode ser um bom momento para uma nova entrada de aplicação de fungicida que, de preferência, sejam carboxamidas de grandes espectros, e que ocorra anteriormente a um período chuvoso, dado que tal fator climático fará com que se leve o inóculo da doença até a espiga. (MAIS SOJA, 2019).


Por fim, é de suma importância o acompanhamento contínuo da lavoura, atentando-se à questão climática e ao histórico da doença na área de cultivo, para que assim possa se dar o devido cuidado, contando também com o acompanhamento de um técnico. Vale ressaltar, que ao fazer tal análise devemos levar em consideração a questão de custos dessas operações de manejo fitossanitário.



Texto escrito por Lucas Silva Bormann e Márlon Ribeiro Feldens, membros da AGR Jr. Consultoria Agronômica, Empresa Júnior do curso de Agronomia da UFSM Campus Frederico Westphalen, sob a orientação da professora Gizelli Moiano de Paula.


Imagem de capa:  Maria Imaculada Lima


Referências


AGROPOS; Trigo: Tudo o que você Precisa Saber sobre essa Cultura; Disponível em: <https://agropos.com.br/trigo/>. Acesso em 26 Jun 2023.


Circular Técnica 52; Eficiência de fungicidas para controle de giberela do trigo: resultados dos Ensaios Cooperativos - 2018; Disponível em: <https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/bitstream/doc/1124186/1/CirTec52-Flavio.pdf>. Acesso em 25 Jun 2023.


CAMPONOGARA A. et al; O atual contexto da produção de trigo no Rio Grande do Sul; Revista do Centro de Ciências Naturais e Exatas – UFSM Santa Maria Revista eletrônica em gestão, educação e tecnologia ambiental; E-issn 2236 1170 - v. 19, n. 2, mai- ago. 2015, p. 246-257; <file:///D:/Meus%20documentos/Downloads/revistas,+01-+15437.pdf>. Acesso em 25 Jun 2023.


CASA, R. T.; BOGO, A.; MOREIRA, E. N.; KUHNEM JUNIOR, P. R.; Época de aplicação e desempenho de fungicidas no controle da giberela em trigo. Ciência Rural, v. 37, n. 6, p. 1558- 1563, Nov./Dec. 2007. Doi: http://dx.doi.org/10.1590/S0103-84782007000600009. Disponível em: <https://scielo.br/j/cr/a/L5KYPwFCjBXbn94dLHYw5kC/?format=pdf&lang=pt>. Acesso em 25 Jun 2023.


EMBRAPA; Artigo - Reduzindo perdas por giberela; Disponívelem:

<https://www.embrapa.br/busca-de-noticias/-/noticia/13347958/artigo---reduzindo-perdas-por-giberela>. Acesso em 26 Jun 2023;


MAIS SOJA; Giberela em trigo, confira os sintomas, danos e os fungicidas mais eficientes para controle ; Disponível em:

<https://maissoja.com.br/giberela-em-trigo-confira-os-sintomas-danos-e-os-fungicidas-mais-eficientes-para-controle/>. Acesso em 26 Jun 2023;


MAIS SOJA; Giberela: estratégias para maior proteção da espiga; Disponível em: <https://maissoja.com.br/giberela-estrategias-para-maior-protecao-da-espiga/>. Acesso em 25 Jun 2023;


REIS, Erlei Melo; DANELLI, Anderson Luiz Durante; Ciclo biológico da giberela; Revista Plantio Direto - maio/junho de 2012; Disponível em: <https://plantiodireto.com.br/storage/files/129/8.pdf>. Acesso em 25 Jun 2023;


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